quarta-feira, 23 de abril de 2014

CONCEITOS E HISTÓRICO DA UTILIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Segundo David, Roger e Karl[1] a aprendizagem colaborativa é o “coração do aprendizado baseado em problemas”, ou seja, através da colaboração alguns alunos montam seus grupos de estudos trabalhando para um fim específico, criando uma nova situação de aprendizado. Podemos notar no texto Métodos de Aprendizagem Colaborativa, de Ovejero B. A[2], uma trajetória histórica com implantação da atividade cooperativa nas escolas.
O autor faz uma comparação dos métodos competitivos versus colaborativos, e nota-se que as pessoas se sentem mais motivadas quando fazem algo em que a colaboração é o centro desta atividade. Thorndike (1938) concluiu que “a superioridade de duas cabeças sobre uma estava tão bem estabelecida que era inútil mais investigação sobre o tema”. O trabalho em atividade colaborativa já vem de muito longe, ou seja, é uma velha ideia.
Percebemos este estudo através de uma análise histórica. No século I, Quintiliano argumentou que os alunos tiravam um benefício maior ensinando uns aos outros, Sócrates ensinava seus discípulos em grupos pequenos engajando-os em diálogos em sua famosa “arte retórica”. Já no Renascimento, Joham Amos Comenius (1592-1670) chegou à conclusão de que os alunos tanto aprendiam mais quando estudavam juntos, tanto quanto estudavam com ele. Joseph Lancoster e Andrew Bell (XVII) já utilizavam grupos de aprendizagem colaborativa na Inglaterra, antes mesmo das ideias serem levadas para a América do Norte.
Mas, só foi nos primeiros anos do século XIX que houve um forte trabalho com a atividade colaborativa, em Nova York. A esse respeito Talmud afirmou que era preciso um companheiro para se fazer aprender. Embora Talmud fosse um assíduo estudioso da aprendizagem cooperativa, pode-se perceber uma expansão dos métodos colaborativos na educação americana durante a mudança do século, através da obra do coronel Francis Parke.
Mesmo com esse grande destaque da aprendizagem colaborativa em Nova York, no final dos anos 30, o que predominou não foi esse método, mas sim a competição interpessoal destacando-se predominantemente nas escolas norte-americanas. Com isso, durante os últimos 50 anos o método competitivo ocupa todo o mundo ocidental, enquanto o cooperativo, segundo Johnson & Johnson, não ocupa mais que 7% do tempo escolar total. Tudo isso aconteceu ao longo de 30 anos, segundo Overejo, através da “combinação de diferentes interesses comerciais que lançou uma forte campanha em defesa da competição interpessoal nas escolas”.
Em meados dos anos 70, Johnson & Johnson fizeram ressurgir o interesse de trabalhar com a aprendizagem cooperativa como era feito antes, mesmo com todo interesse existente na época pela metodologia interpessoal e competitiva. Podemos constatar com as discussões sobre colaboração e competição que em alguns anos já foram documentados os efeitos positivos do método da cooperação para o social.

Aprendizagem Colaborativa na EaD


Assista a um vídeo sobre a aprendizagem colaborativa no âmbito da Educação a Distância


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[1] JOHNSON, David W; JOHNSON, Roger T; SMITH, Karl A. “A Aprendizagem Cooperativa Retorna às Faculdades: Qual é a evidência de que funciona?” In: Change. vol.30.cap.4. P.26.1998. Disponível em http://migre.me/iVC29
[2] OBEREJO. B. A. Aprendizagem Cooperativa. Espanha, 1990.

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