Segundo David, Roger e
Karl[1]
a aprendizagem colaborativa é o “coração do aprendizado baseado em problemas”,
ou seja, através da colaboração alguns alunos montam seus grupos de estudos
trabalhando para um fim específico, criando uma nova situação de aprendizado.
Podemos notar no texto Métodos de Aprendizagem Colaborativa, de Ovejero B. A[2],
uma trajetória histórica com implantação da atividade cooperativa nas escolas.
O autor faz uma
comparação dos métodos competitivos versus colaborativos, e nota-se que as
pessoas se sentem mais motivadas quando fazem algo em que a colaboração é o
centro desta atividade. Thorndike (1938) concluiu que “a superioridade de duas
cabeças sobre uma estava tão bem estabelecida que era inútil mais investigação
sobre o tema”. O trabalho em atividade colaborativa já vem de muito longe, ou
seja, é uma velha ideia.
Percebemos este estudo
através de uma análise histórica. No século I, Quintiliano argumentou que os
alunos tiravam um benefício maior ensinando uns aos outros, Sócrates ensinava
seus discípulos em grupos pequenos engajando-os em diálogos em sua famosa “arte
retórica”. Já no Renascimento, Joham Amos Comenius (1592-1670) chegou à
conclusão de que os alunos tanto aprendiam mais quando estudavam juntos, tanto
quanto estudavam com ele. Joseph Lancoster e Andrew Bell (XVII) já utilizavam
grupos de aprendizagem colaborativa na Inglaterra, antes mesmo das ideias serem
levadas para a América do Norte.
Mas, só foi nos
primeiros anos do século XIX que houve um forte trabalho com a atividade colaborativa,
em Nova York. A esse respeito Talmud afirmou que era preciso um companheiro
para se fazer aprender. Embora Talmud fosse um assíduo estudioso da
aprendizagem cooperativa, pode-se perceber uma expansão dos métodos colaborativos
na educação americana durante a mudança do século, através da obra do coronel
Francis Parke.
Mesmo com esse grande
destaque da aprendizagem colaborativa em Nova York, no final dos anos 30, o que
predominou não foi esse método, mas sim a competição interpessoal destacando-se
predominantemente nas escolas norte-americanas. Com isso, durante os últimos 50
anos o método competitivo ocupa todo o mundo ocidental, enquanto o cooperativo,
segundo Johnson & Johnson, não ocupa mais que 7% do tempo escolar total.
Tudo isso aconteceu ao longo de 30 anos, segundo Overejo, através da
“combinação de diferentes interesses comerciais que lançou uma forte campanha
em defesa da competição interpessoal nas escolas”.
Em meados dos anos 70, Johnson & Johnson fizeram ressurgir o interesse de trabalhar com a aprendizagem cooperativa como era feito antes, mesmo com todo interesse existente na época pela metodologia interpessoal e competitiva. Podemos constatar com as discussões sobre colaboração e competição que em alguns anos já foram documentados os efeitos positivos do método da cooperação para o social.
Em meados dos anos 70, Johnson & Johnson fizeram ressurgir o interesse de trabalhar com a aprendizagem cooperativa como era feito antes, mesmo com todo interesse existente na época pela metodologia interpessoal e competitiva. Podemos constatar com as discussões sobre colaboração e competição que em alguns anos já foram documentados os efeitos positivos do método da cooperação para o social.
Aprendizagem Colaborativa na EaD
Assista a um vídeo sobre a aprendizagem colaborativa no âmbito da Educação a Distância
[1] JOHNSON, David W; JOHNSON, Roger T; SMITH, Karl A. “A Aprendizagem
Cooperativa Retorna às Faculdades: Qual é a evidência de que funciona?” In:
Change. vol.30.cap.4. P.26.1998. Disponível em http://migre.me/iVC29
[2] OBEREJO. B. A. Aprendizagem Cooperativa. Espanha, 1990.
Nenhum comentário:
Postar um comentário