A
PRÁTICA DA ORALIDADE EM LÍNGUA ESPANHOLA NA APRENDIZAGEM COOPERATIVA
Gênesson
Johnny Lima Santos
Suelen
Maria de Moura Barros[1]
Kélvya
Freitas Abreu[2]
Lívia
Márcia Tiba Rádis Baptista[3]
UFC
Resumo:
Neste artigo serão
abordadas as dificuldades enfrentadas por estudantes de Letras, com habilitação
em Português e Espanhol, da Universidade Federal do Ceará, no que concerne à
prática da oralidade. Tais alunos
encontraram, por meio de grupos de estudos ligados ao Programa Células Estudantis de Aprendizagem Cooperativa, dessa Universidade,
a oportunidade de aprimorar suas habilidades comunicativas no idioma
mencionado. Dessa forma, nesse estudo pretende-se descrever o trabalho
desenvolvido por duas células que têm a oralidade do espanhol como ênfase nos
seus estudos. Em suma, objetiva-se verificar e analisar as dificuldades
envolvidas na aprendizagem e aquisição da referida língua estrangeira pelos
graduandos participantes.
Palavras-chave:
Aprendizagem do
espanhol; Competência comunicativa em LE; Aprendizagem Cooperativa.
Resumen:
En este trabajo se tratarán de las
dificultades enfrentadas por estudiantes de Letras Portugués y Español de la
Universidad Federal del Ceará, en relación a la práctica de la oralidad. Estos
alumnos encontraron, por medio de grupos de estudios relacionados al Programa Células Estudiantis de Aprendizagem
Cooperativa, de esa Universidad, la oportunidad de perfeccionar sus
destrezas comunicativas en dicho idioma. Así, en este estudio se pretende
describir el trabajo desarrollado por dos células cuyo énfasis de sus estudios
es la oralidad del español. En síntesis, se busca verificar y analizar las
dificultades involucradas en el aprendizaje y adquisición de la referida lengua
extranjera por alumnos participantes.
Palabras-clave:
Aprendizaje del español;
Competencia comunicativa en LE; Aprendizaje Cooperativo.
Introdução
Dentre
as habilidades ler, escrever, ouvir e falar,
relacionadas ao estudo de língua estrangeira (doravante LE), vem sendo dada
maior relevância a esta última, por parte dos graduandos de licenciatura em
Letras da UFC, já que se conscientizam da importância da proficiência na
língua-alvo. Isso se deve ao fato de que o desenvolvimento e o aprimoramento da
competência comunicativa, sobretudo o da produção oral, ser essencial para a
formação de professores mais capacitados a ensinar o idioma de maneira mais
eficaz. Entretanto, as poucas práticas que estimulam o graduando a utilizar a
LE em situações efetivas de comunicação verbal configuram-se como um dos
fatores que interferem no desenvolvimento e aprimoramento dessa habilidade
oral. Assim, o aluno sente a necessidade de buscar meios para obter sucesso nesse
aspecto, a exemplo de cursos de extensão, intercâmbios, conversas em ambientes
hipermídias, etc.
Visando
enfrentar as dificuldades envolvidas no estudo de língua espanhola,
principalmente no tocante à produção oral, estudantes do Curso de Licenciatura
em Letras-Português e Espanhol da Universidade Federal do Ceará (UFC)
encontraram no Programa Células Estudantis de Aprendizagem Cooperativa,
vinculado à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) dessa Universidade, um meio
alternativo para estimular a prática da produção oral no referido idioma e,
assim, contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades
linguísticas necessárias a um professor de língua estrangeira.
Este
programa, por meio de concessão de bolsas, fomenta a criação de grupos de
estudos que, baseados no método de Aprendizagem Cooperativa (doravante AC),
maximizam o aprendizado dos estudantes pelo compartilhamento de seus saberes. À
luz do método, a aquisição do conhecimento se dá mutuamente, ou seja, se
estabelece uma relação colaborativa, sobretudo, entre os discentes para que
estes aprendam uns com os outros.
1. Contexto do estudo, metodologia
e fundamentação teórica
O
programa surgiu na UFC com o objetivo principal de colaborar para o aumento da
taxa de conclusão na graduação, visto que a evasão discente configura-se hoje
como um dos grandes problemas da Educação Superior e na UFC atinge a marca de
50%. Desde sua implantação, há dois anos, nota-se um número considerável de
células (grupos) articuladas por graduandos de Letras, cuja ênfase em seus
estudos são a aquisição e o aperfeiçoamento linguístico, nos mais diferentes
aspectos.
O
programa visa atingir seu principal objetivo por meio da formação de células cooperativas de base ou formais, assim considerados em relação
ao tipo de grupo da AC. Esse tipo de célula caracteriza-se, entre outros
aspectos, por ter um funcionamento de longa duração, de no mínimo um semestre, pela
realização de reuniões periódicas, por sua heterogeneidade e por ser composta
de membros permanentes.
Esses
grupos, ou essas células cooperativas, são conduzidos ou organizados por
estudantes da Graduação, que exercem o papel de articuladores, espécie de “monitores” e dentre suas atribuições estão
o planejamento e a execução de projetos de aprendizagem juntamente com outros
estudantes não bolsistas da UFC; a participação nas reuniões semanais de
formação, pelas quais se estuda e discute o método, e a entrega mensal de
relatórios das atividades desenvolvidas, tanto nas células quanto no programa
em geral. Ademais, cabe ao articulador participar das reuniões mensais
promovidas pela coordenação e apresentar seus relatos de experiências, como
bolsista do programa, nos Encontros Universitários.
No
caso das células investigadas, para o estudo são dedicadas 4h semanais, carga
estipulada pelo próprio regimento do programa. Apesar do estímulo pela formação
de grupos heterogêneos (em relação a diferentes critérios como nível de
conhecimento, sexo, idade, etc.), tais células são homogêneas se levarmos em
conta o primeiro desses critérios, no que tange o semestre cursado na Graduação,
isto é, os membros da célula1 (C1) cursavam o 6º semestre e os
membros da célula2 (C2) cursavam o 3º semestre.
Passemos
a descrição da composição desses grupos.
A
C1 compunha-se de sete alunas, dentre as quais havia três estudantes
de Letras-Português e Espanhol: a própria articuladora e mais duas. Os demais
eram alunos de outros cursos e, inclusive, da Extensão. Desses sete membros, foram
selecionados apenas dois questionários, referentes as duas das três estudantes de
Letras-Português e Espanhol[4].
Quanto ao C2, era formado por três alunos, incluindo a articuladora,
todos estudantes de Letras-Português e Espanhol e com regular assiduidade nos encontros da
célula. Por tal motivo, os três questionários foram validados para o propósito
deste trabalho.
Portanto, neste estudo relata-se o trabalho
desenvolvido por essas duas células cooperativas que têm a produção oral do
espanhol como ênfase nos seus estudos. Ou seja, objetiva-se verificar e
analisar as dificuldades envolvidas na aprendizagem da LE mencionada, pelos
graduandos participantes, abordando
as contribuições do método AC nesse processo. Entretanto, vale ressaltar que o
presente trabalho não se configura como um estudo comparativo, uma vez que não propõe
comparar resultados nem implicações obtidas pela investigação desses dois
grupos.
Trata-se,
em termos gerais, de um estudo de caráter diagnóstico com traços quantitativos
relacionados, nesse caso, ao instrumento aplicado para o levantamento dos
dados, a saber, dois tipos de questionários: um específico para os
articuladores e outro para os demais participantes das células. Esses foram
coletados na supracitada Universidade no período compreendido entre os meses de
agosto e setembro de 2010. Foram aplicados dez, no total, mas foram analisados cinco.
No
que diz respeito à análise, será traçado um paralelo entre as proposições teóricas,
que fundamentam nosso estudo, e as respostas dos alunos envolvidos. Para
identificá-los utilizaremos a seguinte codificação: A1 (articuladora da célula 1); A2 (articuladora da célula 2); Pa1 (participante
a da célula 1); Pa2
(participante a da célula 2) e Pb2 (participante b da célula 2). Para facilitar a
localização das perguntas nos questionários, que seguem em anexo, acompanhará
essas siglas, em minúsculo e em parênteses, a letra q seguida do número da questão. Assim, por exemplo, a sigla Pb2 (q5) refere-se
à resposta do participante b da
célula 2, que encontra-se no questionário do participante, na questão de número
5.
Para
a realização deste trabalho tomaremos como base teórica, sobretudo, Lopes &
Silva (2009) e Johnson, Johnson & Smith (1998), em torno da AC; Richards
(2006), no tocante ao ensino comunicativo de LE; Goh (2008), no que se refere à
produção oral, e Almeida Filho
(2007-2009), quanto à formação de professores de LE.
2. Os grupos investigados e a competência
linguístico-comunicativa
De
acordo com Almeida Filho (2009:18), um professor de LE, para o exercício de sua
profissão, deve desenvolver determinadas competências, dentre as quais se
destaca a linguístico-comunicativa, pela qual este poderá operar em situações
de uso efetivo da língua-alvo. Segundo Richards (2006:19) essa “competência
comunicativa é vista como o domínio das funções necessárias para a comunicação,
englobando um vasto leque de situações”.
Entretanto,
para alcançá-la é importante que este profissional, enquanto professor em
formação desenvolva e detenha certo domínio de habilidades específicas para que
o uso da língua-alvo seja apropriado a diversos contextos, ou seja, tendo como
base as situações, os indivíduos, os papéis desempenhados por estes e,
inclusive, suas intenções. Conforme Cassany, Luna & Sanz (2007:88), ler, escrever,
ouvir e falar são as habilidades que o usuário de uma língua, seja materna
ou estrangeira, deve dominar para poder se comunicar com eficiência em todas as
situações possíveis.
Em
relação aos sujeitos investigados, o que motivou a elaboração de um projeto,
por parte dos articuladores, voltado para o estudo da língua espanhola, assim
como o que levou os demais participantes a ingressar nessas células cooperativas
foi a busca pelo aprimoramento no idioma, sobretudo, da competência
comunicativa, com ênfase na oralidade. Verificamos ao analisar os questionários
que 60% dos integrantes mencionaram essa destreza como fator determinante.
Quanto
às habilidades envolvidas na aprendizagem/aquisição, 80% das respostas dadas as
perguntas dos questionários revelaram que as principais dificuldades estavam
relacionadas com as seguintes: audição,
oralidade e escrita. Chama a atenção o fato de que essa última, apesar de ter
sido citada como um das que está correlacionada com as necessidades
comunicativas desses alunos, não é trabalhada no estudo dos participantes.
Ademais, a quarta habilidade, que seria a leitura,
não é vista e/ou não está associada às dificuldades no aprendizado, já que, ao
contrário, aparece nessas células como um “instrumento” para alcançar o
principal objetivo que é a prática da produção oral e, por conseguinte, o
aprimoramento do aspecto comunicativo. Comprova-se no seguinte trecho extraído
da fala de A1(q3):
A leitura é praticada indiretamente em
meu grupo por estar muito próxima daquela última [oralidade]. Os exercícios que
envolvem oralidade, muitas vezes são realizados por meio da leitura.
O
fato é que das quatro habilidades necessárias para o desenvolvimento da
competência comunicativa apenas três são abordadas no estudo do espanhol por
essas células: oralidade, leitura e audição. A análise revela ainda que essas habilidades vêm sendo
trabalhadas por meio de músicas e diálogos, quanto à destreza auditiva, e de
conversas guiadas por meio da leitura e interpretação de textos verbais e não
verbais, no caso da oralidade. Sobre esse aspecto diz A1(q4):
Trabalho com músicas, audição de
diálogos, conversação dirigida por temas (textos, figuras) e perguntas sobre
estes, dinâmicas (essas geralmente estão direcionadas para conversação) e ainda
com a leitura de textos.
No
que diz respeito à A2, ela não detalha como o fez a outra,
entretanto cita que a prática dessas habilidades é explorada “através de
filmes, áudios e textos”. Portanto, tais destrezas são abordadas a partir de
gêneros discursivo-textuais, pelos quais, consoante Feez & Joyce (apud
RICHARDS 2006:71) os alunos podem fazer a associação destes ao contexto
cultural de seu uso. Além disso, a instrução com base em textos lhes oferece
prática guiada à medida que desenvolvem habilidades linguísticas para a
realização de comunicação significativa.
No
que tange à aplicação dessas práticas para o desenvolvimento dessas
habilidades, 100% dos integrantes consideram satisfatória, posto que, de algum
modo, para esses estudantes a melhor forma de atingir um bom desempenho em tais
destrezas se dá por intermédio do estudo da língua pela língua, mediante
estratégias que os induzam a utilizar os aspectos linguísticos necessários para
a comunicação. Assim, por esse motivo, tanto a A1 quanto a A2
abordam em suas células as três destrezas supracitadas, sendo que a leitura e a
audição surgem nesses grupos como um meio subjacente para a realização da
prática da oralidade.
Ao
perguntarmos sobre os motivos pelos quais as levaram a tratar dessas
habilidades, notamos que as respostas das articuladoras não divergiram tanto,
se considerarmos que as razões apontadas podem ser entendidas uma como
causa/consequência da outra. Deste modo, para a A1(q3) foi “a dificuldade
generalizada, entre os alunos de espanhol, em compreender (audição) e no
desenvolvimento fluente em língua espanhola (oralidade)”. Já a A2
usa como argumento o fato de estudarem, no Curso, “muita gramática e pouca
oralidade, leitura e audição”.
Constatamos
pelo teor da resposta da A1 que existe uma crença de que todo o
estudante de espanhol apresenta dificuldades quanto à compreensão e produção
oral. Segundo Almeida Filho (2009:17) “cada professor age a partir de um
combinado específico de conhecimentos ou competências desenvolvidas até o
momento da observação.” Este apresenta, além da linguístico-comunicativa, mais
três competências das quais destacamos a implícita,
que, conforme esse autor, além de ser a mais elementar, está relacionada com a
construção de intuições, crenças e experiências.
Se
levarmos em consideração os sujeitos desse estudo, isso implica que esse tipo
de competência é adquirido ainda no processo de formação de professores de LE,
uma vez que as articuladoras planejam as atividades de suas células e as
conduzem com base em suas próprias experiências como alunas, bem como nas
atitudes observadas de seus professores.
Quanto
à resposta da A2, se evidencia que para ela ainda há no Curso de
Letras-Português e Espanhol da UFC uma supervalorização de um ensino e aprendizagem
pautado numa abordagem estruturalista. Consoante Gomes (2002), um problema que
aparece frequentemente e é sempre mencionado como o principal pelos professores
quando falam de sua competência profissional, é a falta de proficiência oral na
língua-alvo. E uma formação acadêmica inadequada que os Cursos de Letras têm
oferecido é apontada como uma das principais causas disso. A autora afirma
ainda que uma formação de base estruturalista desencadeará no profissional
insegurança e dificuldades com a abordagem comunicativa.
Essa
abordagem estruturalista da língua e sua extensão ao ensino parecem estar presentes
no Curso de Letras-Português e Espanhol dessa Universidade, o que pode explicar
a procura dos professores em formação pelas células estudantis a fim de
desenvolver a expressão oral de forma mais interativa entre seus pares. Ou
seja, pelo fato de o Curso privilegiar o desenvolvimento da competência
gramatical, esses grupos de AC surgem como uma espécie de “suplemento
didático”, como um “reforço escolar” no intuito de compensar tais carências
comunicativas, já que esses alunos compreendem que ser competentes apenas em
gramática normativa não é suficiente para o exercício da profissão e estimular
ainda a interação, a comunicação na língua estrangeira.
3. A ênfase na oralidade, as dificuldades
na aprendizagem e o método AC
De
acordo com Almeida Filho (2007:23), quando o aluno desenvolve a competência
comunicativa, ele amplia automaticamente sua competência linguística sem que o
contrário seja, necessariamente verdadeiro. Para esse autor, “um aluno pode
demonstrar competência linguística sem poder fazer uso comunicativo da mesma”
(ibid.). Já Goh (2008:42) afirma que a comunicação, por meio da linguagem
fluente e precisa, é a principal meta do aprendizado de uma língua estrangeira.
É exatamente essa meta que impulsiona a prática da produção oral nas células
cooperativas investigadas, por meio da abordagem do método AC.
Lopes
& Silva (2009:04) definem a AC como “uma metodologia com a qual os alunos
se ajudam no processo de aprendizagem atuando como parceiros entre si [...],
visando adquirir conhecimentos sobre um dado objeto”. Johson, Johson &
Holubec (apud LOPES & SILVA 2009:03) conceituam a AC como um método de ensino
que, mediante a utilização de pequenos grupos, permitem que os estudantes trabalhem
em parceria a fim de potencializar a sua própria aprendizagem e a de seus
colegas.
A
aplicação desse método no âmbito acadêmico não deve ser vista como algo
recente, tampouco restrita à UFC. Consoante Johnson, Johnson & Smith (1998),
há várias faculdades, nas quais a AC está sendo empregada no momento e de modo
exemplar, como a Florida Community College, em Jacksonville, que tem
implementado a AC em base de larga escala.
Ted
Panitz, Palmer, Peters e Streetman (apud LOPES & SILVA 2009:49) mencionam diversos
benefícios acadêmicos gerados pela utilização do método AC, dos quais podemos
destacar: o estímulo ao pensamento crítico; a clarificação de ideias por meio da
discussão e do debate; a melhora quanto à recordação do conteúdo do texto
mediante as discussões cooperativas; a conscientização dos alunos de que os
professores não são a única fonte de conhecimentos e saberes; a promoção da
prática de estratégias de ensino eficazes para a próxima geração de professores
e o desenvolvimento da competência em comunicação oral.
No
que concerne às células investigadas, esses benefícios associam-se a outros,
proporcionando a superação de quatro fatores que desencadeiam um mau desempenho
da produção oral desses alunos. Com base nisso discorreremos a seguir sobre
tais fatores, traçando um paralelo sobre estes e as vantagens do método AC no
aspecto comunicativo.
De início destacaremos, como um desses
fatores, o não contato prévio com a língua-alvo antes de ingressar na
graduação. Nesse sentido, Salinas (2005:54) afirma que “no começo do processo
de aprendizagem os brasileiros aprendem muito mais rápido [o espanhol] do que
os falantes de outras línguas”. Entretanto, apesar da aproximação existente
entre esses idiomas (português e espanhol), os alunos apontaram o não contato
prévio com a língua-alvo, antes de ingressar no Curso, como uma das causas que
dificultaram seu aprendizado. Sobre esse assunto Pb2(q1)
faz o seguinte comentário:
O
que me levou a participar desse grupo foi a dificuldade que tinha no início
[...], porque quando entrei neste curso eu não tinha feito nenhum outro curso
de espanhol. Devido a isso eu tive muitas dificuldades no 1º semestre,
inclusive fui para AF, e esse grupo de estudo me ajudou muito [...].
Pode-se
inferir que os estudantes que não tiveram um estudo prévio da LE, exigirão mais
de seu Curso, uma vez que trazem consigo a crença de que irão aprender a se
comunicar no idioma ao longo da licenciatura.
Outro
fator relevante mencionado nos questionários foi a pouca fluência na LE
estudada, como, por exemplo, o constatado na fala de Pa1(q6)
ao afirmar que sua dificuldade nesse aspecto tem como causa “a falta de léxico”
e que isso poderia ser superado “com a leitura de textos em que apontam, muitas
vezes, vocabulários diversos ou, até mesmo, pela prática oral que faz com que
[adquiram] mais vocabulário”. Essa falta de léxico para a produção oral da
língua-alvo desencadeia outro fator bastante comentado pelos alunos: a inibição
da produção oral em certas circunstâncias.
Conforme
observamos nos questionários essa inibição diz respeito ao fato de que o aluno
sente a necessidade de se expressar verbalmente na língua-alvo, mas não o faz
por acreditar que não possui um arcabouço lexical suficiente para a produção
oral. Sobre esse assunto, por exemplo, Pb2(q6) diz que
“as dificuldades agora não são tantas, mas antes era a vergonha, o medo de
falar em espanhol em público”. Já A2 (q7) ressalta que
suas dificuldades advêm do fato de ela “não fazer curso [de espanhol] fora da
Universidade, resultando em vergonha de falar em público”.
No
que tange à inibição da produção oral nessas células, os laços prévios de
afetividade entre os membros reduzem esse “acanhamento”, uma vez que tais
estudantes se sentem mais à vontade para se expressarem verbalmente na LE. Ora
isso implica que numa célula formada por integrantes que possuem vínculos de
proximidade a tendência é que o aproveitamento do estudo seja mais fácil e
eficiente, pelo fato dos alunos compartilharem do mesmo objetivo e se
estimularem para a participação conjunta. Assim, a prática da produção oral se
dará de maneira mais espontânea e fluirá mais naturalmente, já que não haverá
tantos problemas com a inibição.
Pode-se
inferir que a pouca fluência na produção oral da língua-alvo correlaciona-se
com o fato de não haver práticas orais constantes que estimulem o educando a expressar-se
oralmente na LE ou por ser priorizada a competência gramatical nas
licenciaturas em Letras, com habilitação estrangeira. A valorização pelo ensino
dessa competência, em maior ou menor grau, suprime o aprendizado das demais, as
quais também são primordiais para a formação de um professor de LE.
Para
Goh (2008:21) a fluência na LE depende da combinação do domínio gramatical
razoável, do conhecimento lexical adequado e de uma pronúncia clara e
inteligível. Richards (2006:03) afirma que a competência gramatical é responsável,
principalmente, pela produção sintática de uma dada língua e por meio dessa
competência o falante formula partes do discurso como frases, orações e
inclusive modelos sentenciais.
No
entanto, apesar de sua importância, priorizá-la no ensino e aprendizado de LE
não abrange todos os aspectos envolvidos no processo de aprendizagem da língua.
Isso porque o fato dos alunos conhecerem regras sintáticas, por exemplo, não
implica que possam empregar numa situação de comunicação significativa a língua
estrangeira, organizando-a e adequando-a conforme os mais variados contextos.
Nas
células cooperativas examinadas, os estudantes ao estimularem uns aos outros no
intuito de praticar a produção oral na língua-alvo, corrigem-se quando
necessário e ampliam seus conhecimentos lexicais a partir do conhecimento do
outro. Ao escutar o colega, o ouvinte, por exemplo, pode incorporar novas
palavras ao seu vocabulário. Isto está relacionado ao input, uma vez que, nesse caso, o aprimoramento da competência
comunicativa se dá por meio da atenção voltada à linguagem que se ouve.
Outro
fator relatado nos questionário foi a influência da LM na LE. Conforme Durão (2005:130), “la interferencia
lingüística es la principal fuente de los errores, como resultado de un
continuo conflicto entre las estructuras de la LM y de la LE que el alumno
experimenta durante el proceso de aprendizaje de esa LE”. Sobre
esse assunto A1(q8) comenta:
Noto
que algumas [participantes] bastante preocupadas com a língua [espanhol],
perdem-se na fluência, outras pela vontade de desenvolver logo seu pensamento,
não atentam a língua e acabam recorrendo à língua materna.
A
influência do português no processo de aprimoramento do espanhol por parte
desses graduandos ocorre de duas formas, segundo o modelo de Análise
Constrativa (DURÃO 2005:131): por transferência
positiva, quando a utilização da LM no desempenho da LE é considerada “produtiva”;
e por transferência negativa, quando
ocorre o contrário, ou seja, quando traços da LM são empregados de forma não
produtiva no desempenho da língua-alvo.
Em
relação à primeira, a transferência
positiva, a análise dos questionários revela que para esses alunos o que
importa, na maioria das vezes, é o conteúdo da comunicação, isto é, busca-se
entender o que está sendo dito, tenciona-se depreender a mensagem. Isso se
verifica na resposta da A1(q7):
Como dirijo as
atividades do grupo e preciso dirigi-las a todo o momento em espanhol tenho de
ser dinâmica, fluente e clara. Muitas vezes, quando me preocupo demasiadamente
com uma destas, esqueço-me de outras. Por exemplo, para ser bem clara às vezes
deixo de oralizar bem os fonemas da língua, mas por questões realmente
didáticas.
Como
podemos notar A1 faz uso da LM, na célula, intencionalmente, como um
apoio estratégico para que haja um bom entendimento entre os integrantes. Não
obstante, estes percebem que há problemas em sua interlíngua, caso em que
observam o que denominam como “o famoso portunhol”, como mencionado por A1(q8).
Trata-se ainda da percepção de que há uma transferência
negativa, pois notam-se que há traços da LM empregados de forma não
produtiva no desempenho da língua-alvo.
Quanto
aos benefícios da AC proporcionados aos grupos investigados, notamos que os
participantes, em maior ou menor grau, reconhecem sua contribuição para o seu
desenvolvimento acadêmico. Neste sentido, 100% dos participantes afirmam que aprimoraram
sua produção oral como, por exemplo, pode ser constatado no depoimento de Pb2(q8):
Antes
de participar desse grupo eu não tinha domínio do idioma, não tinha
conhecimento da cultura espanhola, tinha muita vergonha de falar em público e
com o grupo eu consegui superar a vergonha de falar em espanhol para outras
pessoas, já tenho um melhor desenvolvimento em relação à oralidade, compreensão
textual, compreensão auditiva e conheço um pouco da cultura espanhola.
Lembramos
que Johnson, Johnson & Smith (1998) afirmam que “os membros de grupos
cooperativos também se tornam mais habilitados socialmente” e, sendo assim, A1
(q10) reforça essa ideia ao dizer:
Os
benefícios são muitos, vão desde os cognitivos como o desenvolvimento das
destrezas até a prática de habilidades interpessoais [...]. Um dos objetivos em
AC é promover a interação, compreensão, respeito e ajuda mútua entre os
estudantes por isso se revela tão importante e singular dentre outros métodos
de aprendizagem.
Contudo,
para que haja uma verdadeira cooperação no grupo, seus membros devem pôr em
prática as competências interpessoais e sociais imprescindíveis ao trabalho em
equipe, como, por exemplo, ter espírito de liderança, tomar decisões,
proporcionar um ambiente de confiança e de motivação, assim como saber
gerenciar conflitos, partilhar idéias, etc. (LOPES & SILVA 2009:18-19).
Para
Candler (apud LOPES & SILVA 2009:19), “a falta de competências sociais é
provavelmente o fato que mais contribui para a falta de sucesso acadêmico dos
grupos”. Um professor em formação que pratica habilidades sociais ao mesmo
tempo em que aprimora seu aspecto comunicativo, no exercício da docência
proporcionará um ambiente mais saudável para a aprendizagem. O bom
relacionamento interpessoal criará uma atmosfera de autoconfiança por parte do facilitador ao ministrar a aula, pois
este enxergará o aluno como sinônimo de companheirismo e como parte
constituinte de sua competência profissional.
Além
disso, a interação positiva entre os indivíduos, no que diz respeito ao ensino
e aprendizagem de LE, configura-se como um “suporte” para o desenvolvimento e
aprimoramento desta, já que busca-se no outro contribuições recíprocas que
favoreçam um desempenho satisfatório na língua-alvo, apoio em sua produção e
intercambio de conhecimentos.
Considerações finais
Diante
do exposto neste trabalho, podemos afirmar que as células estudantis de
Aprendizagem Cooperativa não apenas contribuem para como também surgem da
autonomia intelectual do aluno, uma vez que este passa a ser responsável pelo
seu próprio aprendizado.
Em
relação ao aprimoramento da competência comunicativa no idioma espanhol, os
estudantes participantes das células veem o método AC como um meio que favorece
o bom desempenho de sua produção oral. Esse fato se deve a que, como vimos, o
estudo da LE em células cooperativas fomenta a participação dos integrantes nas
atividades coletivas que os induzem ao uso criativo e menos coercitivo da
linguagem. Ademais, o ambiente amistoso gerado pela interação dos membros diminui
a inibição da produção oral, já que os alunos se sentem menos tensos, mais
confiantes e motivados para se expressarem verbalmente na língua-alvo. Noutros
termos, reduz-se a ansiedade.
Outro
ponto relevante observado neste estudo e que se relaciona com o
ensino-aprendizado de LE nos dias atuais, é o fato do método AC proporcionar um
estudo baseado numa abordagem comunicativa. Não a esmo Jacobs e Farrell (apud RICHADS,
2006:47) afirmam que o “aprendizado não é uma atividade particular e
individual, mas antes uma atividade social que depende da interação com outras
pessoas” e que “o movimento conhecido como aprendizado cooperativo reflete esse
ponto de vista”. De certa forma, isso corrobora a ideia da pertinência de assumir
no e para o ensino-aprendizagem a dimensão sociointerativa, uma vez que é na
relação entre indivíduos que se constrói o significado.
Com
respeito à formação de professores de LE, convém destacar que o graduando, para
exercer a docência, desenvolve ou é estimulado a desenvolver o que seriam competências
necessárias, apontadas por Almeida Filho (2009:18), a saber, a competência profissional, a implícita, a aplicada, a linguístico-comunicativa e a teórica. Deste modo, as células investigadas proporcionam
aos futuros professores de LE, a oportunidade de desenvolver, praticar e
aprimorar a sua competência linguístico-comunicativa,
que já foi bastante esplanada neste trabalho, e a implícita. No caso dessa última, por exemplo, as articuladoras
conduzem as atividades do grupo, baseando-se em suas próprias experiências como
alunas e em suas observações feitas à maneira de ministrar de seus professores,
readaptando, obviamente, ao modelo cooperativo.
Portanto,
neste estudo se evidenciou a preocupação dos alunos com sua produção oral e sua
competência comunicativa na língua-alvo. Esses estudantes mostram-se
insatisfeitos com o ensino de LE na Graduação devido à ênfase dada a competência
gramatical em detrimento das demais que poderiam levar a competência comunicativa.
Por essa razão, eles buscaram no método AC um meio alternativo para superar
suas dificuldades de expressão oral na língua-alvo.
Vale
ressaltar que neste trabalho não se negligencia a importância da competência
gramatical, mas se chama a atenção para a necessidade de se promover, de forma
mais intregrada, as demais competências comunicativas. Assim, defendemos que o
ensino da LE no curso de licenciatura, voltado para a formação de professores,
contemple tanto a forma quanto o uso, já que uma não independe da outra para a
constituição do sistema linguístico.
Para
concluir, vale destacar algumas contribuições do método AC para a formação do
futuro professor de espanhol. Neste sentido, lembramos que, de acordo com
Johnson, Johnson & Smith (1998), a AC proporciona e intensifica as relações
pessoais, de modo que favorece a qualidade do ajustamento social à vida
acadêmica, aproximando os conteúdos curriculares da realidade do aluno que pode
então vivenciá-los.
Em
relação à inibição da produção oral por parte dos alunos integrantes das
células cooperativas, o laço prévio de afetividade entre os membros reduzem o
acanhamento, uma vez que estes se sentem mais a vontade para se expressarem
verbalmente na LE. Isso implica que numa célula formada por participantes que
possuem vínculos de amizade, a tendência é que o aproveitamento do estudo seja
mais satisfatório, pelo fato dos alunos compartilharem do mesmo objetivo e se
estimularem na participação conjunta. E, sendo assim, a prática da produção
oral se dá de maneira mais espontânea e menos forçosa.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA FILHO,
José Carlos P. (Org.) O professor de
língua estrangeira em formação. 3. ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2009.
ALMEIDA FILHO,
José Carlos P. Dimensões comunicativas no
ensino de línguas. 4. ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2007.
CASSANY, Daniel;
LUNA, Marta; SANZ, Glória. Enseñar lengua. 13. ed. Barcelona: Editorial
Graó, 2007. [Serie Didáctica de la Lengua y de la Literatura.]
DURÃO, Adja
Balbino A. B. “La interferencia como
causa de errores de brasileños aprendices de español”. In SEDYCIAS,
João. (Org.) O ensino do espanhol no
Brasil: passado, presente, futuro. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
GOH, Christiane
C. M. O ensino da conversação na sala de
aula. São Paulo: Especial Book Services Livraria, 2008.
GOMES, Glória P. F. Vázquez. Características da interlíngua oral
de estudantes de letras/espanhol nos dois últimos semestres de estudo. An. 2. Congr. Bras. Hispanistas Oct. 2002. Disponível em http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php. Acesso em
25/03/11 às 16h30m.
JONSON, David W; JONSON, Roger T; SMITH, Karl A. A aprendizagem cooperativa retorna às faculdades: qual é a
evidência de que isso funciona? Disponível em http://www.andrews.edu/~freed/ppdfs/readings.pdf /http://unjobs.org/authors/roger-t.johnson. Acesso em
25/03/11 às 16h45m.
LOPES, José;
SILVA, Helena Santos. A aprendizagem
cooperativa em sala de aula: um guia prático para o professor.
Lisboa/Porto: Lidel - Edições Técnicas Lda, 2009.
RICHARDS, Jack C. O ensino
comunicativo de línguas estrangeiras. São Paulo: São Paulo:
Especial Book Services Livraria, 2006.
SALINAS, Artur. “Ensino de espanhol para brasileiros: destacar o uso ou a
forma?” In SEDYCIAS,
João. (Org.) O ensino do espanhol no
Brasil: passado, presente, futuro. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
(Anexo nº1)
QUESTIONÁRIO DO
ARTICULADOR
DADOS:
Curso:________________________________________.
Semestre na UFC: __________________________.
Estudou
espanhol antes da graduação?___________________ Instituição: ____________________________. Estuda espanhol paralelamente à
graduação? __________ Instituição: __________________ S:___________.
1. O que levou você a desenvolver um projeto
relacionado ao estudo da língua espanhola?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Qual(is) destreza(s) (escrita, oralidade, leitura,
audição) você aborda no grupo de estudo?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
3. O que levou você a enfatizar tal(is) destreza(s)?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4. Como a
prática dessa(s) destreza(s) vem sendo trabalhada no grupo?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5. Você
acha essa prática satisfatória ou não? Justifique.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
6. Como
você avalia o método de aprendizagem
cooperativa na célula que você articula, quanto à oralidade em língua
espanhola?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7. Aponte
e comente as principais dificuldades enfrentadas por você, no grupo, quanto à
oralidade em língua espanhola.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
8. Aponte
e comente as principais dificuldades enfrentadas por seus colegas, no grupo,
quanto à oralidade em língua espanhola.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
9. O que
poderia ser feito para superar tais dificuldades?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
10. Como
alun(o,a) de Letras e como monitor(a), você consegue visualizar fatores
positivos no desenvolver da
oralidade com o estudo em célula cooperativa, dentro e/ou fora da sala de aula?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
(Anexo nº2)
QUESTIONÁRIO DO PARTICIPANTE
DADOS:
Curso:
______________________________________________. Semestre na UFC:
______________________.
Estudou
espanhol antes da graduação?____________ Instituição:
_____________________________________. Estuda espanhol paralelamente à
graduação? ______ Instituição: _________________________ S:__________.
1. O que levou você a participar desse grupo estudo?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Qual(is) destreza(s) (escrita, oralidade, leitura,
audição) são aborda no grupo de estudo que você participa?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
3.
Você acha que a prática da oralidade em língua espanhola vem sendo trabalhada
no grupo de maneira satisfatória ou não? Justifique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4. Como
você avalia sua participação, quanto ao estudo desenvolvido no grupo de aprendizagem cooperativa que você
participa?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5. Como
você avalia a participação de seus colegas, quanto ao estudo desenvolvido no
grupo de aprendizagem cooperativa que
você participa?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6. Aponte
e comente as principais dificuldades enfrentadas por você, no grupo, quanto à
oralidade em língua espanhola. O que poderia ser feito para superá-las?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7. Aponte
e comente as principais dificuldades enfrentadas por seus colegas, no grupo,
quanto à oralidade em língua espanhola. O que poderia ser feito para
superá-las?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
8. Como
alun(o,a) de Letras e como participante, você consegue visualizar fatores
positivos no desenvolver da oralidade com o estudo em célula cooperativa, dentro e/ou fora da sala de aula?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
09. O que
você entende por Aprendizagem Cooperativa (de modo geral ou dentro da UFC)?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
10. Você
pretende continuar participando desse programa? Se a resposta for sim, como monitor ou participante de um
grupo? Justifique.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
[1] Graduandos do Curso de Letras-Português/Espanhol
da Universidade Federal do Ceará.
[2] Mestranda do Programa de
Pós-Graduação em Linguística (PPGL) da referida Universidade.
[3] Professora adjunta do Curso de
Letras, Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará e
do Programa de Pós-Graduação em Linguística dessa instituição.
[4] Como a terceira não frequentava
assiduamente as reuniões do grupo, consideramos suas respostas insuficientes e
insatisfatórias ao estudo, por isso invalidamos seu questionário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário